Isa na Europa

O blog utilizada para acompanhar a viagem para Asia ganhou sua versão 2.0, para Europa!


Leia abaixo <3
Basileia é a Terceira maior cidade Suiça, e mesmo assim possui apenas 170 mil habitantes. A tranquilidade reina na cidade. A cidade foi fundada pelos Romanos e hoje é sede de bancos e empresa farmacêutica. A lingua oficial é o alemao, sendo que a Suiça há regioes que se fala o francês e o italiano. O curioso é que o aeroporto de Basel tem uma porta para suiça, uma porta para a Alemanha e uma porta para a França. 


 Cheguei antes de todos, às 15.30. O desespero do alemão voltou, já que a lingua oficial aqui. Ouço uma grande musicalidade na rua, no trem, desta lingua que para mim é a mais bonita do mundo, porém tão incomprensível. É preciso ter calma e tranquilidade para entender as indicaçoēs, e eu sou ansiosa e apressada. O clima chuvoso e a pouca gente na rua me relembrou Dusseldorf, a minha viagem mais deprimente, porque eu estava cansada de ficar sozinha naquele país frio, depois de 1 semana e meia. A diferença é que tenho o papai, e hoje o Andrea e a zia Clara. E surpresa: o Ernesto, amigo do papai, também veio! Terei a companhia de sua esposa e da Mariana, da minha idade.
Troquei o dinheiro - a Suiça usa francos, vale quase o mesmo que o dolar e recebi a boa notícia que o hotel já estava avisado sobre a minha vinda. O hotel é bem a frente a estacao, muito pratico! Nada de girar com malas! 
Meia hora para apreciar o hotel - coisa de pobre, talvez, mas eu sou pobre de alma. E uma hora para caminhar com o mapa - e se perder mesmo assim. Para se avhar, é previso se perder, dizem.
Caminhei pelas ruas vazias do centro até chegar ao Reno, para atravessar a Mittlere brucke, a ponte mais velha do Reno. O rio nasce na suiça e passa pela Alemanha, França e Holanda. Tem um barquinho muito simpático que utiliza a corrente para permitir a travessia de pessoas. fui também à praça do mercado, marketplatz, e vi o prédio do município, muito bonito, todos laranja como a catedral.
Às 18.00 meu pai chegou, quase junto com a zia Clara e o Andrea. Fizemos um passeio até a Catedral, a qual pretendo entrar hoje, e paramos para jantar num restaurante tradicional, o Kohlmann. A comida era muito boa!! Eu comi um frango com molho de cogumelos acompanhado com maca assada e creme de cereja! Nhaaamm

Basileia é a Terceira maior cidade Suiça, e mesmo assim possui apenas 170 mil habitantes. A tranquilidade reina na cidade. A cidade foi fundada pelos Romanos e hoje é sede de bancos e empresa farmacêutica. A lingua oficial é o alemao, sendo que a Suiça há regioes que se fala o francês e o italiano. O curioso é que o aeroporto de Basel tem uma porta para suiça, uma porta para a Alemanha e uma porta para a França.


Cheguei antes de todos, às 15.30. O desespero do alemão voltou, já que a lingua oficial aqui. Ouço uma grande musicalidade na rua, no trem, desta lingua que para mim é a mais bonita do mundo, porém tão incomprensível. É preciso ter calma e tranquilidade para entender as indicaçoēs, e eu sou ansiosa e apressada. O clima chuvoso e a pouca gente na rua me relembrou Dusseldorf, a minha viagem mais deprimente, porque eu estava cansada de ficar sozinha naquele país frio, depois de 1 semana e meia. A diferença é que tenho o papai, e hoje o Andrea e a zia Clara. E surpresa: o Ernesto, amigo do papai, também veio! Terei a companhia de sua esposa e da Mariana, da minha idade.
Troquei o dinheiro - a Suiça usa francos, vale quase o mesmo que o dolar e recebi a boa notícia que o hotel já estava avisado sobre a minha vinda. O hotel é bem a frente a estacao, muito pratico! Nada de girar com malas!
Meia hora para apreciar o hotel - coisa de pobre, talvez, mas eu sou pobre de alma. E uma hora para caminhar com o mapa - e se perder mesmo assim. Para se avhar, é previso se perder, dizem.
Caminhei pelas ruas vazias do centro até chegar ao Reno, para atravessar a Mittlere brucke, a ponte mais velha do Reno. O rio nasce na suiça e passa pela Alemanha, França e Holanda. Tem um barquinho muito simpático que utiliza a corrente para permitir a travessia de pessoas. fui também à praça do mercado, marketplatz, e vi o prédio do município, muito bonito, todos laranja como a catedral.
Às 18.00 meu pai chegou, quase junto com a zia Clara e o Andrea. Fizemos um passeio até a Catedral, a qual pretendo entrar hoje, e paramos para jantar num restaurante tradicional, o Kohlmann. A comida era muito boa!! Eu comi um frango com molho de cogumelos acompanhado com maca assada e creme de cereja! Nhaaamm



Terremoto

O primeiro: 20 de maio

Eu estava em Fano, 120 km de Bolonha, na região Marche, pois um amigo meu que me hospedou (ainda não fiz o post…). Eu não fui à praia, porque em toda a Itália havia chuva, mas pelo menos eu conheci um pouco da costa do Adriático.
Quando o terremoto aconteceu, às 4 da manhã, eu dormia profundamente (felizmente, talvez). Em Bolonha, no entanto, todos os meus amigos acordaram, um deles foi jogado fora da cama com o tremor, e outro era realmente em pânico que fez a mochila para sair de casa, outra foi dormir no carro … ! Assim, parece que realmente tremeu muito!

Os segundos: 29 de maio

Às 9h, tudo tremeu. Quem estava em Bologna disse que o terremoto foi mais forte que o outro, porém menos longo. O outro, aparentemente, durou uns 20 segundos. Enquanto esse, durou uns 10. No quinto andar, tudo tremeu. Minha roomate estava em pânico, e as três meninas que moram comugo fizeram a marmita e passaram o dia em um dos jardins da cidade.

Eu sai de casa só depois do almoço. Acho que não tenho tanto medo porque não tive contato com os desastres dos terremotos passados. Já a Giulia, que mora comigo, seu ex-namorado perdeu as 5 pessoas que moravam com ele, em Aquila, em 2009. Ele, que havia medo dos tremores, foi dormir no carro. No dia seguinte, tudo estava destruído.

Às 11h30, tudo tremeu de novo. Nós temos umas 50 garrafas de cerveja sobre o móvel do corredor, me pergunto como que nada caiu. Um amigo meu me contou depois que foi atingido por um livro que caiu da prateleira com o tremor.

Às 13h, tremeu de novo e eu comecei achar melhor sair de casa. É normal tremer um pouquinho dopo um terremoto, o que eles chamam de “scossa de assestamento” , ruídos sismicos até quando o terreno se estabiliza. Só que, se após um sismo forte, outros fortes continuam, significa que, talvez, ainda não tenha entrado no período de estabilização.

As ruas estavam cheias e só se falava disso.

Parece que há uma nova fenda geológica sob Bologna e Modena, o que significa que não se sabe o que pode acontecer futuramente. Todos as ações anti-terrorismo são feitas com respeito aos acontecimentos passados, mas com uma nova falha não é possível saber como agir. Provavelmente outros terremotos acontecerão. A capa do jornal “A República” diz: 15 anos para garantir a segurança do solo”.

Há boatos que o terremoto aconteceu porque uma empresa estava extraíndo gás metano na região. Eu achava que era improvável, mas a wikipedia diz que terremotos induzidos podem acontecer.

Danos e mortes

Em Bologna centro, nada foi destruído. Porém, a faculdade foi fechada, assim como as escolas, para uma análise dos edifícios, para ver se eram seguros. Hoje, tudo aberto. O dano maior foi no campo, ou na cidadezinha de Mirandola, o comune mais próximo do sisma.

As mortes foram de gente que estava em galpões de fábricas e igrejas velhas. Foram 17 no total, desta última vez.

Um padre morreu tentando salvar uma estátua da Nossa Senhora. Muito patrimônio da igreja, uma pena. Uma pena também é a morte dos operários, que são os que menos merecem morrer e os que deixam mais dificuldades para a família se morrem. Espero que a construção das fábricas a partir de agora sejam fiscalizadas para que sejam antisismicas.

Nas empresas de queijo, milhares de queijo parmesão (especialidade da região) caíram e a “stagionatura” (tempo que o queijo fica mofando antes de ser comido, o tal “curado” do queijo) foi interrompida. Agora, eles vendem quilos de queijo não tão bom a preços módicos. Eu mandei um email para comprar, assim ajudo e como queijo bom (porque não sou tão exigente quanto eles).

Esperamos o melhor. 

Mostra Meraviglia di Carta

Mostra Meraviglia di Carta
#aprile
Em uma das vezes que fui à Torino, visitei o museu dos Agnelli, família dona da Fiat. O museu está no topo de um shopping center muito peculiar, porque é a antiga fábrica fiat. Ao centro do edifício, há a rampa em cilindro, que passa por todos os andares, como um estacionamento&#8230; Mas, no caso, é no meio do shopping.
O museu é pequenino, a mostra permanente ocupa uma só sala. Porém, é feito de quadros de Matisse e um Modigliani, o mais famoso: Nu couché.
Mas naquele dia, eu, Zia Clara e Augusta fomos especialmente para visitar a mostra temporária, chamada “Maravilha em Papel” em Italiano. Trata-se de uma coleção de quadros estranhos feitos com quilling, uma técnica de enrolar papel. O que os une: o fato de terem sido feitos para serem deixados em igrejas católicas ou feitos por freiras, como uma promessa por uma pedido realizado, um milagre, etc. Todos relicários do séc 17 até hoje, mantidos por uma senhora atéia de origem hebraica, Nan Goldin. Junto ao papel, pedaços de conchas, ossos (!), pérolas, corais&#8230; Um tanto macabro! Eu, obviamente, adorei.  
Nan Goldin
Não tinha idéia. Mas a fotografa, além de colecionadora dessas bizzarrices, fotografou a comunidade gays e transessuais de Nova Yorque na década de 1970, e documentou o cenário new-wave e punk da década de 80. 
Algumas fotos: http://www.matthewmarks.com/artists/nan-goldin/selected-works/

Mostra Meraviglia di Carta

#aprile

Em uma das vezes que fui à Torino, visitei o museu dos Agnelli, família dona da Fiat. O museu está no topo de um shopping center muito peculiar, porque é a antiga fábrica fiat. Ao centro do edifício, há a rampa em cilindro, que passa por todos os andares, como um estacionamento… Mas, no caso, é no meio do shopping.

O museu é pequenino, a mostra permanente ocupa uma só sala. Porém, é feito de quadros de Matisse e um Modigliani, o mais famoso: Nu couché.

Mas naquele dia, eu, Zia Clara e Augusta fomos especialmente para visitar a mostra temporária, chamada “Maravilha em Papel” em Italiano. Trata-se de uma coleção de quadros estranhos feitos com quilling, uma técnica de enrolar papel. O que os une: o fato de terem sido feitos para serem deixados em igrejas católicas ou feitos por freiras, como uma promessa por uma pedido realizado, um milagre, etc. Todos relicários do séc 17 até hoje, mantidos por uma senhora atéia de origem hebraica, Nan Goldin. Junto ao papel, pedaços de conchas, ossos (!), pérolas, corais… Um tanto macabro! Eu, obviamente, adorei.  

Nan Goldin

Não tinha idéia. Mas a fotografa, além de colecionadora dessas bizzarrices, fotografou a comunidade gays e transessuais de Nova Yorque na década de 1970, e documentou o cenário new-wave e punk da década de 80. 

Algumas fotos: http://www.matthewmarks.com/artists/nan-goldin/selected-works/

Dolce Meina

@Lago Maggiore

Nonno in Italia

#aprile


O Nonno veio e ficou por 4 semanas na Itália. Eu o encontrei em 3 finais de semana, um em Torino, dois a Meina. Foi uma sequência de encontros familiares prazeirosos, com comidas boa caseira ou de restaurante. 

Em Torino, visitamos uma exposição da Fiat, com carros antigos, que explicava a evolução da fábrica e a evolução da cidade. 

Em Meina, o tempo bom nos permitiu caminhadas matinais, horas ao vento do Lago Maggiore. De noite, o lago traz um vento frio e fresco, ideal para acender a lareira. No último final de semana, vieram também a Caterina de Venezia e a Paola de Padova, primas da parte do Zio Renato. 

+ Cinque Terre 

#aprile

La Pasqua alle Cinque Terre

#aprile

São cinco as cidades que compõe o Parco Nazionale delle Cinque Terre, na região da Liguria. Agrupadas pela semelhante cultura, geografia e modo de vida, elas são, de sul a norte: Riomaggiore, Manarola, Corniglia, Vernazza e Monterosso al mare. A uma hora e meia de Genova, é possível chegar através de Genova ou de La Spezia, importante localidade para a Marinha da Itália.

Poucos brasileiros já ouviram falar, mas a localidade é famosa na Itália e no mundo. Ali, os italianos aprenderam a falar inglês para se comunicar com os franceses, australianos, alemães que vimos por lá, além de outros visitantes de outros cantos do globo que certamente veem visitar. Não a toa: é mais um patrimônio da UNESCO.

Apesar da geografia complicada, de morros e penhascos logo na costa, a região era habitada no período pre-histórico neolítico por caçadores, conforme provam as diversas escavações e pedras, e utilizado depois pelos romanos como porto. Os burgos medievais que ali se instauraram datam do século XI. Algumas casas de pedra ainda estão de pé, em meio ao morro.

Fomos eu o José, brasileiro que mora comigo. Como todos os outros moradores de casa voltaram para casa durante a páscoa, e como era aniversário do José, resolvemos visitar esse lugar recomendado por tantos italianos pelos três belos dias de páscoa! (e páscoa SEM chocolate precisa de ulteriores estímulos haha).

Todas as cidades possuem a estação de trem. Porém, nós fizemos todas a pé, ao longo dos três dias, num total de 27km a pé. E como são morros, nada de caminhos planos! As trilhas sempre consistiam em subir bem alto (desnível que poderia chegar a 500m), entre as plantações de uva, limão e oliva e/ou em penhascos próximos do mar, e depois descer até a próxima cidade.

Comidinhas: culinária da Liguria

Não podemos reclamar: comemos bem. No primeiro dia, aniversário do José, almoçamos em Volastra, um “bairro” de Manarola a 300m do mar, após as duas primeiras trilhas. Comemos a farinata ao pesto e tomamos um vinho branco chamado Cinque Terre DOC (denominação de origem controlada), muito, muito bom! A farinata é uma espécie de macarrão pobre, da região, assim como o presto, o molho feito de manjericão e ricota. O pesto pode ser comprado em supermercado, e eu vivo comprando em Bologna. Mas se feito na hora, é diferente e mais gostoso: adquire um sabor um pouco doce do manjericão fresco… bom!

No último dia, comemos a focaccia, um pão que possui um pouco de recheio por cima, mas é alta e molinho o suficiente para não se chamar “pizza”.

Desastre em 2011 e renascimento

Há pouquíssimo tempo atrás, a Região sofreu com a chuva e o desmoronamento em duas das cidades: Vernazza e Monterosso. O incidente teve inclusive vítimas, uma coisa horrível. Ainda se pode ver um pouco do que aconteceu: alguns prédios desocupados, uma casa pela metade no morro, algumas trilhas fechadas… Mas 5 meses depois, o turismo voltou na região, graças ao trabalho duro da população local.

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Oggi a pranzo


Hoje estou em casa e estudando pouco. Tirei outro 28 (9) e mereço ir pouco a pouco. Comprei um trem para Napoli em julho, o bilhete para Lithuania em junho também já está comprado. É tão bom planejar!

Outros planos futuros são dois exames da faculdade, até julho; um exame de proficiência em italiano, para voltar com um diplominha, já que as pessoas dão mais valor ao papel; e uma summer school em julho. 

Mas voltamos ao hoje. Hoje o almoço é linguiça e batata ao forno. Somos em 7 ao almoço aqui, 5 que moram comigo, 2 agregados. As meninas ainda estão de pijamas porque as aulas acabaram. 

Hoje a noite vou com outro grupo de italianos, os físicos com que cozinhei os raviolis, a uma discoteca que hoje faz sua última noite do verão. Se chama Decadence e promete ser muito divertida!

E deixo esse vídeo da música “Il gatto e la volpe”, de Edoardo Bennato, cantado por Marco e Giulia (minha roomate). 

+ Dozza² <3